Patrimônio histórico de Criciúma, Museu Augusto Casagrande será restaurado
Casarão conta com móveis, documentos, fotografias, utensílios e outras peças históricas
Foto: Marcelo de Bona
O Museu Augusto Casagrande, um dos principais patrimônios culturais de Criciúma, passará por uma ampla restauração. Nesta terça-feira (7), a Prefeitura assinou a Ordem de Serviço, autorizando o início das obras no casarão centenário, localizado no bairro Comerciário.
Com investimento de R$ 882 mil, a obra vai preservar a estrutura do casarão, garantir melhores condições para a conservação do acervo e oferecer mais conforto, segurança e acessibilidade aos visitantes. Os serviços serão executados pela Construcity, empresa de Criciúma responsável também pela restauração do Centro Cultural Jorge Zanatta, onde funciona a sede da Fundação Cultural de Criciúma (FCC).
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A expectativa é concluir a restauração até dezembro, permitindo que o museu volte a receber visitantes e integre a programação de Natal. Segundo o responsável pela Construcity, Alexandre Sartor, o trabalho exige cuidados que vão além de uma reforma convencional. "Não é uma reforma comum. Precisamos preservar as características originais do imóvel, como o tipo de madeira, as aberturas e a pintura. O maior desafio está na recuperação do telhado", explica.

Restauro completo do casarão
O projeto contempla a recuperação do telhado e do assoalho, adequações arquitetônicas e hidrossanitárias, melhorias nos sanitários, implantação de acessibilidade conforme as normas técnicas, instalação de sistema de climatização e renovação do mobiliário interno.
"Estamos investindo em um espaço que guarda parte importante da história de Criciúma. Preservar esse patrimônio é garantir que as futuras gerações conheçam as origens da nossa cidade e tenham acesso a um ambiente adequado, seguro e preparado para manter esse acervo vivo por muitos anos", destaca o prefeito Vagner Espindola.

Para a presidente da FCC, Cristiane Maccari Uliana Zappelini, a intervenção amplia o papel do museu como espaço de preservação, pesquisa e educação. "A restauração vai garantir melhores condições para a conservação do acervo e para o atendimento ao público. É uma obra que fortalece a política de preservação do patrimônio histórico e amplia as oportunidades de educação, pesquisa e valorização da cultura local."
A obra integra um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Município de Criciúma e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), prevendo a recuperação integral do imóvel.
Homenagem à família Casagrande
Durante a cerimônia, o neto de Augusto Casagrande, Joacy Casagrande Paulo, foi homenageado pela doação do imóvel à Prefeitura, realizada em 1980 durante as comemorações do centenário de colonização de Criciúma.

Emocionado, ele relembrou momentos vividos no casarão ao lado da família. "Passei aqui alguns dos melhores momentos da minha vida ao lado dos meus avós. Quando a Prefeitura manifestou interesse em transformar o sobrado em museu, não tive dúvidas em doá-lo. Ver esse patrimônio sendo restaurado é motivo de muito orgulho e gratidão."
Além da Prefeitura e da Fundação Cultural de Criciúma, a homenagem contou com a participação da Associação de Moradores do Bairro Comerciário (AMBAC).

Um patrimônio da história de Criciúma
Construído em 1920, o casarão foi residência do imigrante italiano Augusto Casagrande, de sua esposa Cecília Darós e dos 15 filhos do casal.
Desde a década de 1980, o imóvel abriga o Museu Histórico e Geográfico Augusto Casagrande, que preserva um acervo com mais de 1,3 mil peças, entre fotografias, documentos, mobiliário, utensílios domésticos e artefatos indígenas, retratando diferentes fases da formação econômica, social e cultural de Criciúma.

Com a conclusão das obras, o espaço contará com uma estrutura mais moderna, acessível e preparada para receber pesquisadores, estudantes, turistas e visitantes.
Durante a execução da obra, o acervo do museu, composto por mais de 1,3 mil itens, será retirado temporariamente do casarão. Móveis, documentos, fotografias, utensílios e outras peças históricas serão armazenados na sede da Fundação Cultural de Criciúma (FCC), onde permanecerão preservados até a conclusão da restauração.

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