Consórcio pode ser usado no planejamento financeiro para a aposentadoria
Especialista aponta estratégias para quem busca construir patrimônio no longo prazo
Foto: Freepik
Planejar a aposentadoria enquanto ainda se está trabalhando pode ajudar a organizar a vida financeira para o futuro. Nesse contexto, o consórcio pode ser utilizado como uma das estratégias para aquisição de bens e formação de patrimônio, especialmente por meio de imóveis.
Além de controlar receitas e despesas, a forma como os bens são adquiridos também interfere no orçamento. Um exemplo é uma carta de crédito de R$ 100 mil para a compra de um automóvel. Em uma simulação com prazo de 120 meses, a parcela cheia fica em torno de R$ 966, com custo total aproximado de R$ 116 mil. No financiamento, a parcela pode chegar a cerca de R$ 2,8 mil, com valor total próximo de R$ 170 mil.
“Só nessa compra a economia é de cerca de R$ 50 mil. E de parcela sobra R$ 1.800 ao mês. Isso faz muita diferença no orçamento familiar”, ressalta André Eleutério, CEO da Exclusivo Consórcios.
A diferença mensal pode ser direcionada para outras despesas ou para a formação de patrimônio, ampliando o planejamento financeiro de médio e longo prazo.
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Consórcio para formação de patrimônio
Uma das possibilidades é utilizar uma carta de crédito para comprar um imóvel e, após a contemplação, colocar o bem para locação. A renda do aluguel pode contribuir para a manutenção do patrimônio e, dependendo da estratégia, gerar recursos para novos investimentos.
Kitnets, salas comerciais e galpões estão entre os imóveis que podem ser considerados para esse objetivo.
“É interessante as pessoas começarem a pensar realmente a médio prazo. Sei que é uma cultura que é muito difícil para o brasileiro, porque a gente tem dificuldade de planejar até o ano”, afirma Eleutério.
O planejamento também pode começar com valores menores. Entre as simulações citadas pelo empresário, uma carta de crédito de R$ 100 mil aparece com parcela de aproximadamente R$ 341 na modalidade de meia parcela. Já uma carta de R$ 200 mil tem parcela em torno de R$ 615.
A escolha deve considerar a capacidade de pagamento de cada pessoa.
“Hoje quanto que cabe de parcela no orçamento? Essa é a pergunta que eu faço. Quanto que cabe no teu orçamento? R$ 500, R$ 600, R$ 3 mil, R$ 5 mil? De acordo com o teu orçamento, a gente cria um planejamento”, explica.
O que fazer depois da contemplação
Após a contemplação, o crédito pode ser utilizado conforme as regras do contrato e da administradora. Entre as possibilidades estão a compra de um imóvel, a manutenção do crédito nas condições previstas ou, quando permitido, a negociação da carta contemplada.
André cita o exemplo de um cliente de Siderópolis que contratou uma carta de R$ 600 mil e conseguiu a contemplação no primeiro mês. O crédito permaneceu na administradora e chegou próximo de R$ 1 milhão devido às atualizações previstas no grupo.
O empresário também estima que o valor possa chegar a aproximadamente R$ 2,5 milhões ao final do plano. A projeção depende das condições do contrato, do grupo e dos critérios de atualização aplicáveis.
Outra estratégia é utilizar a carta contemplada para adquirir um imóvel e gerar renda com aluguel. “Quando isso acontece, a pessoa já para de tirar dinheiro do bolso”, afirma.
Planejamento começa antes da aposentadoria
A formação de patrimônio pode começar ainda no início da vida profissional, sem a necessidade de esperar a proximidade da aposentadoria. O objetivo é construir ativos ao longo dos anos para reduzir a dependência exclusiva da renda do trabalho.
“Se puder, pai, ajuda o teu filho, porque vai ser uma diferença muito grande”, diz Eleutério.
Para quem pretende utilizar o consórcio no planejamento financeiro de longo prazo, é importante avaliar prazo, taxa de administração, regras de contemplação, capacidade de pagamento, correções previstas e finalidade da carta de crédito.
O consórcio pode integrar uma estratégia de formação de patrimônio. No entanto, os resultados dependem das condições contratadas e do planejamento financeiro de cada pessoa.