Dogma: os rostos por trás do mistério finalmente revelados
Confira a coluna Monte de Música
Foto: Divulgação
Há algumas semanas, escrevi aqui sobre a banda Dogma e os mistérios por trás dela. Pois bem, durante esse tempo, segui minhas pesquisas e cheguei a algumas evidências. A banda é cercada por um véu de mistério. Rostos escondidos, codinomes mitológicos e uma estética sombria criaram uma aura quase inalcançável. Mas parece que o enigma começa a ser desvendado: as integrantes, antes conhecidas apenas como Lilith, Rusalka, Nixe, Abrahel e Lamia, agora têm seus supostos nomes reais revelados. E a cena underground vibra com essas descobertas.
Lembrando que não há confirmação oficial por parte da banda ou da equipe que trabalha com elas. Esses nomes são frutos de pesquisas minhas com fontes e podem não ser exatamente as integrantes, embora tenhamos muitas evidências.

Lilith, a grande sacerdotisa da Dogma, hoje seria Grace Jane. Sua voz poderosa e presença magnética a transformam na principal porta-voz do grupo. Porém, em 2022 e 2023, quem carregava o nome de Lilith seria Isabel Roddy, uma artista que ajudou a consolidar a imagem inicial da banda e o tom visceral de sua proposta musical.
Rusalka, guardiã das melodias etéreas, seria Patricia Grief. A artista atua com vocais de apoio e guitarras, imprimindo camadas atmosféricas e melancólicas ao som da Dogma. Sua presença se tornou indispensável para criar a densidade emocional das canções. Rusalka nunca mudou de integrante, sendo uma das figuras mais constantes e sólidas na trajetória da banda.

Nixe, atualmente seria representada por Patricia Pato Alejandra Flores, que assume as linhas de baixo. Sua performance é marcada por peso e sofisticação, conduzindo as músicas com um groove sombrio e envolvente. Mas a história de Nixe também passou por mudanças: em 2022, a integrante seria Lina de la Parra, e depois, por um período, a função foi assumida por outras artistas, até chegar à formação atual.
Abrahel, figura incendiária do grupo, seria hoje Alis Emerson, baterista e força rítmica da Dogma. Seu estilo é bruto e ao mesmo tempo preciso, garantindo a intensidade que o público reconhece nos shows. Mas a máscara de Abrahel já teve outros rostos: primeiro foi Nanu Villalba, depois Elisa Drummer, e ambas deixaram uma marca importante na construção dessa identidade percussiva.
Lamia talvez seja a integrante com a história mais peculiar. Até 30 de julho deste ano, ela seria Amber Maldonado assumindo o posto de guitarrista da banda. Mas, recentemente, a personagem teria passado a ser encarnada pela italiana Alice Chiara, que trouxe novas texturas e energia renovada às guitarras da Dogma. No início, em 2022, a primeira Lamia seria Bruna Terroni, responsável por fundar o som inicial da banda.
Esse movimento de trocas não é aleatório: faz parte do DNA da Dogma. Os codinomes permanecem, mesmo que os rostos mudem, como se a banda fosse maior do que suas integrantes. O conceito gira em torno da mitologia, da eternidade e da ideia de que Dogma não é apenas um grupo musical, mas uma entidade em constante transformação.
A estética da banda reforça esse mistério. Shows com luzes vermelhas, figurinos inspirados em lendas e um tom ritualístico colocam o público em transe. Lilith, Rusalka, Nixe, Abrahel e Lamia não são apenas personagens: são arquétipos vivos no palco. Cada nova integrante que assume um desses nomes entra nesse pacto artístico, mantendo viva a essência da banda.
Musicalmente, a Dogma mistura rock alternativo, metal gótico e nuances eletrônicas. O resultado é uma sonoridade densa, obscura e ao mesmo tempo sedutora. A presença de Grace Jane nos vocais principais hoje garante potência lírica, enquanto Patricia Grief cria atmosferas hipnóticas, Patricia Pato Alejandra Flores conduz as linhas graves, Alis Emerson dispara a intensidade da bateria e Alice Chiara completa o círculo com guitarras incendiárias.
As mudanças de integrantes, longe de fragilizar, deram mais força à identidade do grupo. Cada nova fase trouxe um elemento único, deixando uma marca distinta no repertório. Isso explica porque, mesmo sem revelar seus rostos no início, a Dogma conseguiu criar uma base fiel de seguidores e fãs que se identificam com o mistério e a energia ritualística da banda.
Outro ponto interessante é como as integrantes, em suas carreiras solo, carregam estilos próprios, mas dentro da Dogma todas se fundem em uma só identidade. Esse contraste entre a individualidade e o coletivo é o que torna a banda tão intrigante. Ao mesmo tempo em que conhecemos os nomes, a aura de mistério nunca se perde.
Hoje, o grande feito é que, finalmente, conseguimos dar nomes aos rostos. A Dogma não é mais um enigma inalcançável: Grace Jane (Lilith), Patri Grief (Rusalka), Patricia Pato Alejandra Flores (Nixe), Alis Emerson (Abrahel) e Alice Chiara (Lamia) são as responsáveis por manter viva a chama desse projeto ousado. Mas a sensação é clara: mesmo reveladas, elas continuarão envoltas no manto do mistério.
A Dogma prova que a música pode ser mais do que som: pode ser um ritual. E esse ritual não depende de um único rosto ou voz, mas de um conceito que sobrevive além das mudanças. O público pode até ter descoberto quem são as artistas, mas o segredo maior continua guardado — o verdadeiro Dogma está no que sentimos quando ouvimos as músicas.