Ozzy Osbourne: a genialidade ecoará para sempre

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Ozzy Osbourne: a genialidade ecoará para sempre

Foto: Divulgação

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Eu confesso que Ozzy Osbourne nunca esteve entre os artistas que eu mais ouvi. Mas ele sempre esteve ali. Não era o mais ouvido, porém, volta e meia, eu colocava para tocar Paranoid, Iron Man ou Mama I’m Coming Home. O “Principe das Trevas” sempre esteve presente. Afinal, é um dos criadores de toda a música pesada que se conhece.

Na terça-feira, dia 22, o mundo do rock ficou mais silencioso. Ozzy Osbourne se despediu da Terra, aos 76 anos, mas deixou um legado que vai continuar ecoando por gerações. Afinal, muitas bandas e artistas foram e são influenciados por ele.

Ozzy não foi só um cantor. Foi uma lenda que mudou o rumo da música. Como vocalista do Black Sabbath, ele praticamente inventou o heavy metal. Isso mesmo: sem Ozzy, o metal nem existiria como a gente conhece hoje.

Nos anos 70, com influência dos Beatles (sim!! Isso mesmo!!), o Sabbath chocou o mundo com letras sombrias, riffs pesados e uma postura ousada. Era o reflexo de uma geração insatisfeita, que encontrou, na música de Ozzy, a fúria.

A carreira solo também foi imensa

 Quando seguiu carreira solo, nos anos 80, Ozzy mostrou que ele era o maior. Com hits como Crazy Train, Mr. Crowley e Bark at the Moon, o vocalista se tornou um dos artistas mais influentes da história do rock.

Ozzy era muito carismático. Um gênio do palco. Um cara que não sabia seguir regras. Mordeu morcego, caiu de moto, brigou com demônios internos, venceu vícios e enfrentou doenças. E mesmo assim, sempre voltou pro palco. Porque Ozzy era Ozzy.

Os jovens dos anos 90 e 2000 conheceram um Ozzy diferente: mais caseiro, mas ainda assim autêntico. O reality show The Osbournes, exibido pela MTV, mostrou um lado mais humano, mas a essência roqueira seguia intacta. Ele não precisava fingir ser alguém. Era 100% real, até mesmo no famoso jeito de chamar a esposa: “Shaaroooooon”.

Criatividade em alta até o final da vida

Até nos últimos anos, mesmo com a saúde fragilizada, Ozzy lançou discos, fez parcerias com artistas mais jovens e mostrou que ainda tinha muito a dizer. Em 2022, lançou o álbum Patient Number 9, provando que o espírito do rock nunca envelhece.

O mundo perdeu um dos maiores ícones da música. Mas também ganhou uma lenda eterna. Ozzy jamais morrerá. Ele vira camiseta, tatuagem e história contada em alto e bom som, em todos os cantos do planeta.

O legado de Ozzy está no peso das guitarras e no grito dos fãs. Também na ousadia dos que não aceitam o comum. Ele nos ensinou que é possível ser rebelde e verdadeiro, que a escuridão também pode ser arte e boa ação. Afinal, no último show feito por ele, em 5 de julho, toda a renda obtida (mais de 1 bilhão de reais) foi doada para hospitais e instituições de caridade.

A eternidade está mais barulhenta. E a Terra, mais silenciosa. Mas uma coisa é certa: Ozzy Osbourne nunca será esquecido. Lendas não morrem: viram eternas trilhas sonoras.

Comentários (2)
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  • R
    Roberto TiscoskiJulho 2025
    Ozzy deixou sua marca! Aos poucos, vamos perdendo os grandes artistas
  • T
    TiagoJulho 2025
    Belo texto meu amigo. Deixou um legado precioso de belas canções! Obrigado por tudo Ozzy!