O rock gaúcho e seus discos imortais

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O rock gaúcho e seus discos imortais

Foto: Imagem gerada por IA

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O Rio Grande do Sul não é feito apenas de revoluções históricas, mas também de revoluções musicais. No rock e no pop, o estado moldou gerações, lançou grandes nomes e deixou marcas profundas na cultura musical brasileira. Para celebrar o 20 de setembro, reunimos 10 discos que melhor representam essa trajetória.

Começamos com os Engenheiros do Hawaii e o icônico “A Revolta dos Dândis” (1987). Foi aqui que Humberto Gessinger consolidou a poesia crítica e filosófica, transformando faixas em hinos para jovens inconformados. O disco colocou a banda definitivamente no mapa nacional.

Já os Replicantes mostraram a força do punk com “O Futuro é Vórtex” (1986). Ácido, irreverente e contestador, o álbum é considerado uma das maiores contribuições do sul para o rock underground brasileiro. Um retrato perfeito da juventude rebelde dos anos 80.

Os Cascavelletes incendiaram a cena com “O Mundo é dos Cascavéis” (1989). Com humor ácido, letras provocativas e uma sonoridade cheia de energia, o grupo abriu espaço para a ousadia e a irreverência no rock nacional. Um clássico que ainda soa atual.

O TNT, por sua vez, apresentou ao Brasil seu primeiro disco, “TNT” (1987). Divertido, direto e cheio de riffs memoráveis, o álbum conquistou bares, rádios e uma legião de fãs. Foi uma das obras que firmaram o rock gaúcho como referência no país.

No caso do Nenhum de Nós, o destaque vai para o álbum de estreia, “Nenhum de Nós” (1987). Com a marcante “Camila, Camila”, o disco provou que o pop rock gaúcho também sabia emocionar. É um trabalho que garantiu lugar eterno na memória afetiva do Brasil.

Coletâneas lançam artistas para o país

Outro nome fundamental é Cidadão Quem, com “A Cidadão Quem” (1993). Liderados por Duca Leindecker, o grupo trouxe um som mais melódico e sofisticado. O álbum abriu espaço para uma nova forma de fazer rock no sul, influenciando bandas mais jovens.

Os Papas da Língua conquistaram o Brasil com “Xa-la-lá” (2000). Misturando pop rock com pitadas regionais, o álbum estourou em rádios e mostrou que o RS seguia inovando. Foi um dos discos mais populares da virada do milênio.

E aqui entra um capítulo especial: o Acústico MTV: Bandas Gaúchas (2005). Diferente do que muitos pensam, ele não reúne os gigantes como Engenheiros ou Papas da Língua, mas, sim, Bidê ou Balde, Cachorro Grande, Ultramen e Wander Wildner. Gravado em São Paulo, o projeto mostrou para o Brasil inteiro a força da cena gaúcha contemporânea, com versões acústicas cheias de frescor e autenticidade.

Não podemos esquecer da coletânea “Rock Grande do Sul” (1986). Reunindo TNT, Engenheiros e Replicantes, o disco não apenas apresentou bandas ao público, mas também consolidou um movimento. Foi o manifesto que mostrou ao Brasil a força do rock gaúcho.

Por fim, vale destacar “On the Rock” (1983), do Garotos da Rua. Um trabalho que trouxe o rock de garagem direto para a cena local e nacional, com uma energia crua e autêntica. É a prova de que a base do movimento gaúcho começou bem antes da explosão dos anos 80.

O Rio Grande do Sul sempre foi sinônimo de luta, coragem e identidade. E na música não foi diferente. Esses dez discos representam não só uma cena vibrante, mas um espírito farroupilha que segue vivo em cada acorde, em cada letra e em cada fã que nunca esqueceu suas raízes.

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