Não estou mais feliz no trabalho. E agora?
Confira a coluna Notas de uma Mentora
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Gente, sabe quando chega aquele momento em que a rotina, que antes parecia aceitável, começa a pesar? A vontade de levantar da cama diminui, os dias parecem iguais e, por mais que você tente se convencer de que “é só uma fase”, algo dentro de você sabe: não é uma fase. Simplesmente, já não existe mais alegria no que se faz. O que antes fazia sentido perdeu o brilho — e, honestamente? Está tudo bem admitir isso.
Não estar mais feliz no emprego não significa que você fracassou. Significa que você mudou, que cresceu, que seus desejos evoluíram, e que está pronta para novas perguntas. O problema não está em perceber o desconforto, mas em se acomodar nele depois que você reconhece que ele existe. Você não precisa esperar um colapso ou tomar uma decisão impulsiva para agir. É possível criar espaço para entender o que está acontecendo e buscar soluções conscientes.
Comece olhando para dentro: o que, exatamente, deixou de fazer sentido? É o ambiente, o conteúdo do trabalho, a liderança, a falta de desenvolvimento ou algo em você que pede novos desafios? Depois, olhe para fora: há chances de ajustar sua função atual, conversar sobre novos projetos ou evoluir onde está? Se não, quais outras possibilidades podem alinhar melhor com quem você é hoje?
Sua carreira não precisa ser um lugar de sobrevivência. Ela pode ser um espaço de construção — onde você escolhe ficar porque faz sentido, e não apenas porque parece o caminho mais seguro (ou menos instável). O primeiro passo é admitir que algo mudou e se dar permissão para investigar o que vem depois.
E já sabe: se precisar de ajuda, estou aqui, tá? Tchauuuu