Esquecidos pelo sucesso: discos pouco lembrados, mas que mudaram tudo

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Esquecidos pelo sucesso: discos pouco lembrados, mas que mudaram tudo

Foto: Divulgação

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Nem todo disco importante virou um clássico adorado por multidões. Algumas bandas gigantes lançaram verdadeiras obras-primas que passaram batidas na época — mas que mudaram o som do rock e do metal para sempre. Essa é a história dos álbuns subestimados que merecem mais respeito.

No caso do Iron Maiden, o injustiçado é Somewhere in Time, lançado em 1986. Com guitarras sintetizadas e uma pegada futurista (inclusive na capa), o álbum foi mal compreendido por fãs na época. Hoje é cultuado pela ousadia e por faixas como Wasted Years e Stranger in a Strange Land.

Black Sabbath, os pais do metal, também têm um disco esquecido: Technical Ecstasy (1976). Longe da sonoridade sombria que consagrou a banda, o álbum flerta com o progressivo e o hard rock. Um experimento ousado e à frente do seu tempo. Comparado com Paranoid, por exemplo, é mais fraco, mas longe de ser esquecido;

Falando em ousadia, o Kiss lançou Music from "The Elder", em 1981:, um álbum conceitual que virou piada entre os fãs. Mas hoje é visto como uma tentativa corajosa de romper com o óbvio, com composições dramáticas e até trilha cinematográfica.

AC/DC, sinônimo de riffs diretos, lançou Flick of the Switch, em 1983, logo após o sucesso estrondoso de Back in Black e For Those About to Rock. Com produção crua e energia bruta, o disco não teve o mesmo brilho comercial, mas soa mais autêntico que nunca.

Disco de covers também é pouco entendido

O Megadeth tem no álbum So Far, So Good… So What!, de 1988, um capítulo muitas vezes ignorado. Entre mudanças de formação e problemas pessoais, Dave Mustaine entregou clássicos como In My Darkest Hour, mas o disco nunca recebeu o crédito merecido.

No campo do grunge e metal alternativo, o Soundgarden lançou Down on the Upside, em 1996, com uma pegada mais experimental e melódica. Após o sucesso de Superunknown, muitos torceram o nariz. Mas ali estava o amadurecimento da banda.

Já o Guns N’ Roses tem em The Spaghetti Incident?, de 1993, um disco de covers punk que foi visto como um capricho. Só que ele revelou influências reais da banda e mostrou um lado mais cru e agressivo, ignorado por quem esperava outro hit romântico.

Na linha mais moderna, o Slipknot lançou Vol. 3: (The Subliminal Verses), em 2004, que dividiu os fãs por ser mais melódico. Mas foi esse álbum que mostrou a versatilidade da banda e abriu portas pro sucesso global.

Pra fechar, não poderia ser outro: Load do Metallica. Amado por uns (poucos), odiado por outros (tantos). Mas sem esse disco, o rock alternativo não teria a mesma força nos anos 2000. Eles tiraram o pé do thrash e criaram algo novo, em 1996, com identidade e coragem.

Esses discos podem ter sido deixados de lado pelo sucesso dos irmãos mais famosos, mas sem eles, o rock e o metal não seriam o que são hoje. Tá na hora de dar replay e ouvir com outros ouvidos.

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