Dia Mundial do Rock: A comemoração de algo mais que um estilo musical

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Dia Mundial do Rock: A comemoração de algo mais que um estilo musical

Foto: Divulgação

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O dia 13 de julho não é só uma data no calendário: é um solo de guitarra, uma levada de bateria e um grito de voz que ecoa por gerações. É o Dia Mundial do Rock, criado a partir de um evento histórico que mudou o mundo da música. Estou faland aquio do Live Aid, mega show beneficente realizado em 1985. E foi tão marcante que virou símbolo da força do rock como agente de mudança.

O Live Aid reuniu nomes como Queen, U2, David Bowie, The Who e Led Zeppelin em palcos simultâneos na Inglaterra e nos EUA. A missão era arrecadar fundos para combater a fome na Etiópia. Mais de 1,5 bilhão de pessoas assistiram à transmissão ao vivo. E ali, com milhões de olhos voltados para o palco, o rock mostrou seu poder.

Foi neste cenário que o 13 de julho foi imortalizado. No Brasil, a data ganhou força graças às rádios rock dos anos 90, que decidiram celebrar oficialmente esse dia. A galera comprou a ideia. E hoje, o Dia do Rock é praticamente um feriado não oficial entre os fãs do estilo.

Protesto, sim. Auxilio social e econômico, também!

Mas o rock não é só barulho. Ele é protesto, identidade, rebeldia e verdade. Ele traduziu as angústias da juventude dos anos 50 aos dias atuais. De Elvis a Billie Joe Armstrong, o rock sempre teve algo a dizer. E talvez por isso nunca tenha morrido — só se reinventado.

O estilo resistiu a modas passageiras, críticas ferozes e até ao esquecimento das rádios populares. Mas segue vivo nas playlists, nos shows lotados e nas bandas independentes que surgem todos os dias. Porque enquanto houver alguém com uma guitarra e algo engasgado na garganta, o rock vai viver.

O Brasil também tem sua cena forte e cheia de atitude. Rita Lee, Raul Seixas, Barão Vermelho, Legião Urbana, Titãs e Sepultura são só alguns nomes que marcaram gerações. Eles colocaram sotaque, alma e crítica social no nosso rock. E mostraram que aqui também se faz barulho com conteúdo.

O rock moldou comportamentos e influenciou moda, política e até o cinema. Virou estilo de vida. E esse estilo também ajuda ao próximo. Uma prova viva é o recente show de despedida do Black Sabbath, que realizou um grande feito humanitário. O show Back to the Beginning arrecadou quase US$ 200 milhões (equivalente a mais de R$ 1 bilhão) em fundos de caridade para três organizações distintas, de acordo com Tom Morello, do Rage Against the Machine, que também atuou como diretor musical do evento.

As organizações que receberam os fundos são Cure Parkinson's, Birmingham Children's Hospital e Acorn Children's Hospice. Tanto Ozzy quanto Sharon Osbourne já apoiaram o Birmingham Children's Hospital no passado; enquanto o Cure Parkinson's é uma causa que a dupla mantém próxima de seus corações após o diagnóstico de Ozzy em 2019.

Ou seja, a chamada “música do demônio”, como o rock ficou intitulado pelo senso comum, ajuda e muito as pessoas ao redor do mundo. Lembrando que diversas bandas, como o Metallica, possuem fundações em seus nomes. A All Within My Hands, liderada pelo Metallica, faz doações para entidades de todo o mundo. Nas enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul, no ano passado, a banda doou 100 mil dólares para auxiliar na recuperação do estado gaúcho.

Trilha sonora para a eternidade

Ainda hoje, o rock é trilha sonora de muita gente. Das lutas pessoais às festas com os amigos, passando pelos momentos de dor e conquista. Ele está nos fones de ouvido, nos palcos de festivais e nas garagens onde nascem novas bandas. Porque o rock é eterno justamente por ser verdadeiro.

Em tempos de inteligência artificial, beats eletrônicos e pop plastificado, o rock ainda tem lugar. Talvez menos no topo das paradas, mas muito mais no fundo da alma de quem se recusa a se calar. O rock é resistência, é liberdade, é ajuda e união. E isso nunca sai de moda.

No fim das contas, o Dia Mundial do Rock é só uma desculpa. Uma bela desculpa para colocar aquele disco pra tocar e cantar como se o mundo fosse acabar. Porque se ele acabar, que acabe com um riff poderoso no último volume. Feliz Dia do Rock!

Comentários (1)
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  • J
    João Paulo Julho 2025
    O rock segue mais vivo do que nunca!!!