De pai para filho: o legado da música que cruza gerações
Confira a coluna Monte de Música
Foto: Imagem gerada por Inteligência Artificial
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Ser pai é um ato de coragem, mas ser pai e ainda passar adiante a paixão pela música e o show business é algo que transforma famílias inteiras. No rock e no pop, essa herança é literal: são vários os filhos que seguiram os passos dos pais. Gente que cresceu nos bastidores, que viu de perto a mágica dos palcos. E decidiu continuar esse show.
Um dos exemplos mais marcantes é o de John Lennon. O ex-Beatle deixou não só um legado para o mundo, mas também para o próprio filho: Sean Lennon, que é fruto da união com Yoko Ono. Sean cresceu imerso em arte. E, ainda hoje, cultiva uma carreira musical com fortes traços do pai. A sensibilidade sonora está no DNA.

Falando em lendas, não tem como esquecer Bob Marley e seus filhos. Ziggy Marley é o mais conhecido, mas a família inteira respira reggae. Ziggy seguiu os passos do pai tanto no som quanto no ativismo. Traz nas letras mensagens de paz, consciência e resistência. O sobrenome Marley virou uma bandeira.
No rock mais pesado, se destacam o saudoso Eddie Van Halen e seu filho Wolfgang Van Halen. O garoto não só tocou com o pai no Van Halen, como hoje brilha em carreira solo. Wolfgang mostrou que carisma e talento não se compram. Herdou o dom e honra o nome da família no rock moderno. Um verdadeiro filho do rock.
Julian Lennon também é filho de John Lennon, mas a relação com o pai foi mais conturbada. Ainda assim, seguiu a música como caminho e lançou álbuns elogiados. As letras de Julian muitas vezes expõem feridas emocionais da infância. O filho de John transformou a dor em arte. E mostrou que nem toda herança é leve.
Phil Collins é outro nome gigante que viu o filho seguir seu ritmo. Nicholas Collins não só virou baterista, como tocou com o próprio pai nas últimas turnês do Genesis. Um verdadeiro "like father, like son". Nicholas aprendeu com o mestre e segurou a bronca nos palcos. Orgulho puro em forma de música. E aqui cabe um parêntese: a filha de Phil, Lily Collins, é atriz mundialmente conhecida. Um dos grandes trabalhos dela é Emily em Paris, série da Netflix, onde ela vive a protagonista Emily.
A história também segue no Brasil
No Brasil, também temos grandes exemplos. Jair Rodrigues e Jair Oliveira formaram uma dupla inesquecível. Jairzinho, que começou no "Balão Mágico", amadureceu e virou referência na MPB e no samba soul. A química entre os dois era de emocionar qualquer um. Uma família que cantava com o coração.
Outro nome de peso é Ozzy Osbourne, o Príncipe das Trevas, e sua filha Kelly Osbourne. Embora Kelly tenha trilhado mais o pop e o punk, o sangue Osbourne corre forte. Ela cresceu em meio ao caos do rock e aprendeu a brilhar. Kelly virou ícone de estilo e personalidade. Uma herança além da música.
Sting, o eterno vocalista do The Police, também viu um filho entrar no mundo da música. Joe Sumner tem uma sonoridade própria, mas não esconde as influências paternas. A voz, inclusive, lembra muito a de Sting. Ele segue firme com sua banda Fiction Plane. Um talento herdado e bem lapidado.
Ravi Coltrane é outro exemplo de filho que honra um pai imortal: John Coltrane. Apesar de mais ligado ao jazz, Ravi representa bem esse elo musical entre gerações. Crescer ouvindo um dos maiores saxofonistas da história deixou marcas. Hoje, ele carrega a tocha com honra e sofisticação.
O lendário Frank Zappa também passou a chama musical para os filhos. Dweezil Zappa é guitarrista e leva o som do pai adiante com maestria. Seus shows homenageiam o gênio excêntrico do rock progressivo. Um tributo que emociona fãs antigos e apresenta Zappa às novas gerações. O rock vive.
Ser pai no rock não é só um título. É ser referência, inspiração, e muitas vezes, a faísca que acende a paixão pela música. Neste Dia dos Pais, celebramos os laços que vão além do sangue. Pais que ensinaram com acordes e refrões. Porque o amor, assim como o rock, nunca morre.