Corrida pelos últimos grandes terrenos movimenta mercado imobiliário de Criciúma
Áreas bem localizadas passaram a ocupar posição central nos planos de expansão de empresas
Foto: Divulgação
Enquanto novos edifícios surgem no horizonte de Criciúma e cidades vizinhas, uma movimentação silenciosa ganha força nos bastidores do mercado imobiliário. A disputa pelos últimos grandes terrenos com potencial para receber futuros empreendimentos tornou-se uma das principais estratégias das incorporadoras que projetam o crescimento urbano das próximas décadas.
Com a oferta cada vez mais limitada de áreas bem localizadas, dotadas de infraestrutura e capacidade construtiva, terrenos estratégicos passaram a ocupar posição central nos planos de expansão de empresas do setor. O cenário tem atraído não apenas incorporadoras já consolidadas na região, mas também grupos de outras cidades e estados interessados no potencial de valorização do Sul catarinense.
{{PUBLICIDADE}}
Escassez de terrenos muda dinâmica do mercado
A combinação entre crescimento econômico, expansão urbana e aumento da demanda por novos empreendimentos tem reduzido significativamente a disponibilidade de áreas aptas para projetos imobiliários.
Hoje, terrenos destinados à construção de edifícios residenciais, centros comerciais, lajes corporativas, condomínios horizontais e empreendimentos voltados à geração de renda tornaram-se ativos cada vez mais disputados.
Segundo Rafael Canuto, especialista em geração de novos negócios imobiliários, o valor estratégico dos terrenos nunca foi tão evidente. "Hoje, não é apenas o empreendimento que tem valor. A matéria-prima do mercado imobiliário passou a ser o terreno certo, no lugar certo. E essa matéria-prima está cada vez mais escassa."
Land Bank ganha protagonismo entre incorporadoras
Diante desse cenário, cresce a adoção de uma estratégia amplamente utilizada pelas grandes incorporadoras: a formação de Land Bank.
O conceito consiste na aquisição de terrenos que nem sempre serão desenvolvidos imediatamente. As áreas passam a integrar uma reserva estratégica da empresa para futuros lançamentos, aguardando o momento mais adequado para entrar em desenvolvimento.
Em alguns casos, os terrenos permanecem anos no portfólio das incorporadoras até que o mercado apresente condições favoráveis para determinado tipo de empreendimento.
Essa visão de longo prazo ajuda a explicar o interesse crescente por áreas que, à primeira vista, podem parecer sem utilização. Para os investidores, esses espaços representam oportunidades futuras de alto valor.
Valorização cresce para proprietários de áreas estratégicas
A consequência direta da escassez é a valorização contínua dos terrenos mais bem posicionados.
Proprietários de áreas com potencial de desenvolvimento passaram a ocupar uma posição privilegiada em um mercado que precisa constantemente renovar seu estoque de projetos para acompanhar a expansão urbana.
A tendência é que essa valorização se intensifique nos próximos anos, especialmente em regiões com infraestrutura consolidada e capacidade de crescimento.
Concorrência gera benefícios para consumidores
O aumento da disputa entre incorporadoras também reflete diretamente na qualidade dos empreendimentos oferecidos ao mercado.
Com mais empresas competindo pelos mesmos espaços e consumidores, cresce a necessidade de diferenciação por meio de inovação, tecnologia, sustentabilidade, qualidade construtiva e melhores condições comerciais.
Para quem pretende investir ou adquirir um imóvel, o cenário tende a ampliar as opções disponíveis e elevar o padrão dos projetos lançados na região.
O desenho da cidade do futuro começa pelos terrenos
Mais do que uma disputa imobiliária, a corrida pelos grandes terrenos revela como será construída a próxima fase de desenvolvimento de Criciúma e do Sul de Santa Catarina.
Os espaços que hoje despertam o interesse de incorporadoras e investidores serão, no futuro, o endereço de novos bairros, centros comerciais, empreendimentos residenciais e polos de negócios.
Em um mercado cada vez mais competitivo, os terrenos estratégicos deixaram de ser apenas áreas disponíveis e passaram a representar um dos ativos mais valiosos para quem planeja o futuro das cidades.