Verão e saúde da pele: dermatologista da Belvivere alerta para riscos da exposição solar e como evitar queimaduras e manchas

Especialista destaca uso adequado do protetor e cuidados extras contra os efeitos do sol

Verão e saúde da pele: dermatologista da Belvivere alerta para riscos da exposição solar e como evitar queimaduras e manchas

Foto: Freepik

Com a chegada do verão, aumentam as atividades ao ar livre, o tempo de exposição ao sol e, consequentemente, os riscos de danos à pele. Para a dermatologista Ana Carolina Búrigo, da Clínica Belvivere, a escolha e o uso correto do protetor solar tornam-se ainda mais decisivos nesta época do ano, quando calor, suor e contato frequente com água podem reduzir a eficácia da proteção.

Segundo a médica, durante o verão o ideal é optar por protetores solares com FPS elevado, preferencialmente a partir de 50, e que sejam resistentes à água. A textura também deve ser adequada ao tipo de pele: géis, gel-cremes e fluídos costumam funcionar melhor para peles oleosas, enquanto peles secas tendem a se adaptar melhor a fórmulas mais cremosas e hidratantes.

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Na escolha do produto, outros fatores devem ser considerados, como o tipo de pele (oleosa, seca, sensível, acneica ou madura), o acabamento desejado e a presença de proteção contra a luz visível. “Protetores com cor, por exemplo, podem auxiliar no controle de manchas. Há ainda versões desenvolvidas para atividades específicas, como esportes ou uso diário urbano”, reforça.

Reaplicação do protetor solar é essencial

A reaplicação é um dos pontos mais críticos para garantir a eficácia do protetor solar. De forma geral, a orientação é reaplicar a cada duas horas. No entanto, no verão essa frequência pode precisar ser maior. “Sempre que houver suor intenso, banho de mar ou piscina, a proteção deve ser renovada, mesmo quando o produto é resistente à água. Quem passa o dia ao ar livre precisa manter esse cuidado ao longo de toda a exposição”, explica a dermatologista.

Dermatologista Ana Carolina Búrigo

De acordo com a médica, sinais como vermelhidão ou queimaduras solares, mesmo com o uso do produto, podem indicar FPS inadequado, quantidade insuficiente, esquecimento da reaplicação ou escolha de uma formulação que não se adapta bem à rotina da pessoa.

Cuidados especiais com crianças e bebês

No caso de crianças e bebês, os cuidados são ainda mais específicos. Bebês com menos de seis meses devem evitar exposição solar direta; quando houver necessidade, o mais indicado é o uso de roupas com proteção UV, chapéus e óculos. A partir dos seis meses, recomenda-se o uso de filtros físicos ou minerais, como óxido de zinco e dióxido de titânio, que tendem a causar menos irritação. “Fórmulas infantis, hipoalergênicas, sem fragrância e resistentes à água são as mais indicadas, com reaplicação a cada duas horas ou após suor e banho”, orienta Ana Carolina.

Maquiagem não substitui o protetor solar

Outro ponto de atenção é o uso de maquiagem ou hidratantes com FPS. Esses produtos não substituem o protetor solar, pois geralmente não são aplicados em quantidade suficiente para garantir o nível real de proteção indicado no rótulo. Além disso, nem sempre oferecem cobertura adequada contra a radiação ultravioleta A, o que limita sua eficácia como único método de fotoproteção.

Para a dermatologista, o protetor solar deve fazer parte de uma estratégia mais ampla de cuidado. Evitar o sol entre 9h e 15h, usar chapéus, bonés e viseiras, óculos com proteção UV, roupas com proteção solar e buscar sombra sempre que possível são medidas que complementam o uso do filtro e ajudam a reduzir os riscos associados à exposição solar intensa típica do verão.

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