Museu Ferroviário de Tubarão recebe exposição 'Barroco, ainda'
Mostra reúne desenhos em nanquim do artista visual Alan Cichela
Foto: Divulgação
O Museu Ferroviário de Tubarão recebe a partir desta quinta-feira (9) a exposição "Barroco, ainda", do artista visual Alan Cichela. A mostra reúne desenhos em nanquim que investigam a instabilidade da imagem – obras que existem, segundo o próprio artista, no limite entre o aparecer e o desaparecer.
A abertura acontece às 19h, com roda de conversa mediada pelo artista. A entrada é gratuita.
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O barroco sem ornamento
O título carrega uma provocação deliberada. Para Cichela, o barroco não é patrimônio da história da arte, é uma lógica ainda operante na imagem contemporânea. Em vez de exuberância e excesso, sua versão do barroco se constrói pela economia: nanquim sobre papel, contraste entre preto e branco, tensão mantida no fio do gesto.
As figuras nas obras não estão fixadas. Emergem — ou ameaçam desaparecer. O texto curatorial define o trabalho como investigação sobre "a instabilidade, o drama da aparição e a intensidade que emerge do conflito entre forças". É uma definição que serve tanto à obra quanto ao método.
Quem é Alan Cichela
Natural de Criciúma, nascido em 1980, Cichela transita entre a criação, a docência e a pesquisa acadêmica. Sua prática se situa no limite entre o desenho e a pintura, com foco na relação entre presença e ausência como problema estético, e filosófico.
"Barroco, ainda" fica em cartaz até 30 de abril, com visitação gratuita de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h.