Como usar o FGTS para comprar o primeiro imóvel; confira dicas para sair do aluguel
Comprar o primeiro imóvel no Brasil continua sendo um desafio para milhões de famílias. O maior obstáculo não está na prestação do financiamento, mas sim na entrada exigida pelas construtoras e bancos, que costuma variar entre 15% e 30% do valor total.
Na prática, isso significa que, para um imóvel de R$ 300 mil, o comprador precisa ter entre R$ 45 mil e R$ 90 mil disponíveis. É justamente nesse ponto que o sonho da casa própria costuma parar.
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Segundo o especialista em mercado imobiliário Rafael Canuto, muitas famílias desconhecem que já possuem esse recurso disponível: o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
“O FGTS pode ser usado para compor a entrada, amortizar ou até quitar o saldo devedor. Em diversos casos, ele é o fator decisivo entre continuar pagando aluguel ou finalmente conquistar a casa própria”, explica Canuto.
FGTS: pouco rendimento, grande oportunidade
O FGTS rende apenas 3% ao ano mais a Taxa Referencial, que geralmente fica próxima de zero. Ou seja, é um dinheiro que cresce muito pouco ao longo do tempo. Por outro lado, a legislação permite que o fundo seja utilizado em situações estratégicas, como:
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Compra de imóvel residencial
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Composição da entrada no financiamento
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Amortização ou quitação do saldo devedor
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Redução temporária das parcelas
“Quando usado de forma inteligente, o FGTS transforma um projeto que parecia distante em algo possível. É um recurso que pode reduzir drasticamente o valor necessário para iniciar a compra”, reforça o especialista em mercado imobiliário.
Do aluguel ao patrimônio
Substituir o aluguel por uma parcela de financiamento significa que o dinheiro mensal passa a construir patrimônio, em vez de apenas pagar pela utilização de um imóvel. Para Rafael Canuto, o grande problema não é apenas a falta de recursos, mas a falta de informação.
“Muitas famílias seguem pagando aluguel sem saber que possuem saldo relevante no FGTS. Esse desconhecimento mantém pessoas fora do mercado imobiliário, quando na verdade elas já têm condições de dar o primeiro passo.”