Poesia Diária: ''Clara'', de Marcello Zapelini da Rosa
Série é dedicada à produção literária do autor criciumense
Foto: Divulgação/MeroMídia
Entre tempestades que parecem não ter fim e a esperança de dias mais luminosos, a poesia encontra espaço para falar sobre encontros, sentimentos e transformação.
Na nova publicação da série Poesia Diária, o poeta Marcello Zapelini da Rosa apresenta “Clara”, um poema que parte da imagem das tormentas para construir, aos poucos, uma atmosfera de renovação.
“Tormentas / Tempestades” abrem os versos como uma espécie de cenário emocional. Dias incessantes e horas de melancolia antecedem a mudança anunciada pela chuva que vai embora. Então, a paisagem se transforma: “clareou”.
É nesse momento que Clara surge não apenas como nome, mas como presença. O encontro ganha força nos versos “Nos encontramos” e “Nos tocamos”, aproximando dois elementos que, depois da tempestade, passam a compartilhar o mesmo espaço.
O poema termina em uma imagem marcada pela luz e pelo calor. O encontro se completa com a presença de “O calor” e “E a cor do sol”, criando uma passagem simbólica da melancolia para uma sensação de luminosidade, proximidade e recomeço.
Clara
Tormentas / Tempestades
Tinham um encontro marcado
Adiamos
Foram incessantes dias
Horas de melancolias...
A voz da chuva foi embora
Clareou
Clara
Nos encontramos
Nos tocamos
Dois elementos se juntaram a nós
O calor
E a cor do sol.
Marcello Zapelini da Rosa