Livro sobre os 150 anos da imigração italiana em Santa Catarina é lançado no Unibave
Evento foi realizado na noite dessa segunda-feira (25)
Foto: Antonio Rozeng/Unibave
O salão da capela do Museu ao Ar Livre Princesa Isabel, localizado no campus do Centro Universitário Barriga Verde (Unibave), em Orleans, foi palco, nesta segunda-feira (25), do lançamento do livro 150 anos da Grande Imigração Italiana em Santa Catarina. Quatro dos nove autores da obra estiveram presentes, compartilhando detalhes sobre o trabalho realizado.
Com 215 páginas, o livro oferece uma leitura abrangente sobre a contribuição italiana para a formação social e cultural de Santa Catarina. A publicação é da Editora da Universidade de Brusque (Unifebe), com organização do historiador Andrey José Taffner Fraga, que destaca a proposta da obra: reunir olhares de pesquisadores de todas as regiões do estado.
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“A presença italiana em Santa Catarina tem nuances; as ocupações são diferentes em cada colônia. Reunimos autores que já pesquisavam sobre o tema, e cada um deles compôs um capítulo sobre a sua região”, explica Fraga.

Segundo o historiador, o livro apresenta ao leitor uma linguagem acessível e uma visão historiográfica da presença italiana no estado.
“Ao mesmo tempo, o livro é um convite para que novas pesquisas sejam feitas, aproveitando essa data dos 150 anos, para que possamos registrar essa história”, complementa.
O evento também contou com a presença da reitora da Unifebe, professora Rosemari Glatz, que assina o capítulo dedicado à imigração na região do Vale do Itajaí-Mirim, abrangendo os municípios de Brusque, Gaspar, Guabiruba, Botuverá e Nova Trento.
Imigração no Sul de Santa Catarina
O capítulo sobre a região Sul de Santa Catarina foi escrito pelo professor e museólogo do Unibave, Idemar Ghizzo. Intitulado Colônia de imigração italiana no sul catarinense, o texto detalha o início do povoamento por italianos na região, a partir de 1877.
“É difícil escrever sobre a imigração italiana em Santa Catarina, pelas suas inúmeras passagens de luta, tristeza, enganos, sonhos e alegrias. Em sua maioria, foi a imigração europeia que colaborou com o povoamento do território catarinense, somando-se aos nacionais que já habitavam os espaços, principalmente nas áreas litorâneas. A história da imigração ainda possui muitas informações a serem levantadas, e o livro colabora com mais algumas linhas sobre esse processo, destacando também o sul catarinense”, afirma Ghizzo.
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