O que é lipoaspiração VASER? Cirurgião explica diferenças da técnica e indicações

Procedimento utiliza ultrassom de terceira geração para preparar a gordura antes da remoção, com potencial para reduzir o trauma cirúrgico e aprimorar o contorno corporal

O que é lipoaspiração VASER? Cirurgião explica diferenças da técnica e indicações

Foto: Freepik

A lipoaspiração VASER vem ganhando espaço entre as técnicas utilizadas na cirurgia plástica por incorporar tecnologia ultrassônica ao procedimento tradicional. Indicada para pacientes com gordura localizada e boa qualidade da pele, a técnica utiliza energia de ultrassom para preparar o tecido adiposo antes da aspiração, tornando a remoção da gordura mais precisa e menos traumática para as estruturas ao redor.

Segundo o cirurgião plástico Paulo Aveline, da Clínica Belvivere, a principal diferença em relação à lipoaspiração convencional está na forma como a gordura é tratada durante a cirurgia.

"A técnica VASER utiliza ultrassom de terceira geração para emulsificar o tecido adiposo antes da sua remoção. Isso permite preservar vasos sanguíneos, nervos e fibras de colágeno, reduzindo o trauma tecidual durante o procedimento", explica o especialista.

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Como funciona a lipoaspiração VASER?

Enquanto a lipoaspiração tradicional rompe a gordura por meio da movimentação mecânica da cânula, a tecnologia VASER utiliza ondas ultrassônicas para fragmentar o tecido adiposo antes da aspiração.

Cirurgião plástico Paulo Aveline

De acordo com Paulo Aveline, esse processo facilita a retirada da gordura e pode oferecer maior precisão na escultura corporal, especialmente em procedimentos voltados à definição dos contornos do corpo.

Para quem a técnica é indicada?

A lipoaspiração VASER pode beneficiar pacientes que apresentam gordura localizada resistente à alimentação equilibrada e à prática regular de exercícios físicos, além daqueles que possuem boa elasticidade da pele e desejam maior definição corporal.

O procedimento também pode ser indicado para candidatos à lipoaspiração de alta definição (HD), remodelação corporal e cirurgias associadas à lipoenxertia.

No entanto, o especialista ressalta que a tecnologia não substitui outros procedimentos quando existe excesso significativo de pele.

"Pacientes com frouxidão cutânea importante, determinadas comorbidades ou expectativas incompatíveis com sua anatomia precisam passar por uma avaliação individualizada antes da definição da melhor estratégia cirúrgica", destaca.

Quais são os possíveis benefícios?

Entre os benefícios associados à lipoaspiração VASER estão a maior precisão na remodelação corporal, a possibilidade de evidenciar a definição muscular em casos criteriosamente selecionados e uma retração cutânea potencialmente superior em pacientes com boa qualidade tecidual.

Segundo Paulo Aveline, alguns estudos também apontam redução de hematomas e do edema quando comparada à técnica convencional. Entretanto, ele ressalta que a superioridade objetiva da tecnologia ainda é tema de discussão na literatura científica.

Como é a recuperação?

Assim como ocorre na lipoaspiração tradicional, o pós-operatório exige disciplina do paciente para garantir uma recuperação adequada.

Entre os principais cuidados estão o uso contínuo da malha compressiva, sessões de drenagem linfática quando indicadas e o retorno gradual às atividades diárias conforme orientação médica.

O resultado definitivo costuma ser observado entre três e seis meses após a cirurgia, período necessário para redução do inchaço e acomodação dos tecidos.

Clínica Belvivere

Procedimento pode ser associado a outras cirurgias

Outra característica da tecnologia é a possibilidade de associação com outros procedimentos cirúrgicos, como lipoenxertia, abdominoplastia, mastopexia e cirurgia de redução mamária.

Segundo o cirurgião, a decisão depende de uma análise individual, considerando fatores como o tempo cirúrgico, as condições clínicas do paciente, o risco anestésico e o planejamento personalizado de cada caso.

"O mais importante é entender que nenhuma tecnologia substitui uma indicação correta. Cada paciente possui características próprias e precisa de uma avaliação criteriosa para definir a técnica mais adequada", conclui Paulo Aveline.

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