Laser íntimo para mulheres jovens: quando é indicado e quais os cuidados?
Ginecologista Gabriela Crema, da Clínica Belvivere, traz orientações sobre saúde íntima feminina
Foto: Divulgação/Traquejo Comunicação
O laser íntimo costuma ser associado aos tratamentos para mulheres na menopausa, mas também pode ser considerado em situações específicas durante outras fases da vida. Após a gestação e o parto, por exemplo, algumas mulheres apresentam ressecamento vaginal, sensação de flacidez, perda de sensibilidade e dor durante as relações sexuais.
Segundo a ginecologista Gabriela Crema, da Clínica Belvivere, o laser de CO₂ fracionado é uma das técnicas que podem ser avaliadas diante de determinadas queixas. A indicação, entretanto, depende das condições clínicas de cada paciente e não substitui a investigação das causas dos sintomas.
O pós-parto também pode deixar cicatrizes decorrentes de episiotomia ou lacerações que continuam provocando desconforto, especialmente após o parto vaginal.
"O laser estimula a produção de colágeno e melhora a vascularização local, ajudando a restaurar a elasticidade e o conforto da região", explica a médica.
Como funciona o laser íntimo?
O laser de CO₂ fracionado utiliza energia para produzir microlesões controladas no tecido, com o objetivo de estimular processos de renovação celular e a produção de colágeno e elastina.
De acordo com Gabriela Crema, a técnica pode contribuir para melhorar a elasticidade e a vascularização da mucosa vaginal e vulvar, além de atuar em queixas relacionadas ao ressecamento e ao desconforto durante as relações sexuais.
Entretanto, os possíveis benefícios variam conforme a paciente, e a eficácia e a segurança do laser vaginal para diferentes indicações ainda apresentam limitações nas evidências científicas. Por isso, a decisão sobre o tratamento deve considerar outras alternativas disponíveis e os possíveis riscos do procedimento.
Laser íntimo após o parto: quando o tratamento pode ser considerado?
Para mulheres que tiveram filhos, a ginecologista recomenda aguardar aproximadamente três meses após o parto antes de considerar o procedimento. Esse período pode variar de acordo com o tipo de parto e a recuperação individual.
Antes de qualquer indicação, é necessário avaliar alguns fatores:
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Amamentação: considerar as alterações hormonais e as condições clínicas da paciente durante o período.
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Cicatrização: verificar a recuperação de eventuais lacerações e cicatrizes de episiotomia.
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Infecções e inflamações: identificar possíveis condições que precisam ser tratadas antes de qualquer procedimento.
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Sintomas apresentados: investigar a origem do ressecamento, da dor e de outras alterações íntimas.
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Recuperação pós-parto: considerar o tipo de parto e as particularidades de cada mulher.
A avaliação ginecológica é fundamental para determinar se o procedimento é apropriado ou se outras abordagens devem ser consideradas.
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Quais são as contraindicações do laser íntimo?
O procedimento não é indicado durante a gestação, na presença de infecções vaginais ou vulvares ativas e em casos de processos inflamatórios não tratados.
Mulheres com histórico de câncer ginecológico precisam de avaliação e liberação do oncologista responsável antes de considerar o tratamento.
A ginecologista também ressalta que o laser não é indicado para todas as causas de dor ou ressecamento vaginal. Dependendo da origem dos sintomas, outras formas de tratamento podem ser necessárias.
"Dependendo da origem da queixa, outras formas de tratamento podem ser necessárias, e a resposta ao laser varia de paciente para paciente", conclui Gabriela Crema.