Exposição ''Objetos Cansados'' convida público a refletir sobre exaustão e descanso

Mostra gratuita permanece aberta ao público até o dia 14 de agosto

Exposição ''Objetos Cansados'' convida público a refletir sobre exaustão e descanso

Foto: Daniela Savi/Agecom/Unesc

Objetos que normalmente passam despercebidos ganham novos significados na exposição "Objetos Cansados", aberta nesta terça-feira (4) na Sala Edi Balod, na Unesc. Assinada pelo artista Joélson Buggilla, egresso do curso de Artes Visuais da universidade, a mostra convida o público a refletir sobre o cansaço do corpo, da rotina e das relações com os objetos do cotidiano.

A abertura contou com uma conversa entre o artista e o escritor Felipe Moreno, responsável pelo texto crítico que acompanha a exposição. A visitação é gratuita e segue até 14 de agosto.

A mostra integra a pesquisa Cartografias do Cansaço, desenvolvida por Buggilla desde 2022. A instalação reúne objetos retirados de suas funções habituais e posicionados sobre espumas de diferentes alturas e espessuras, alterando a forma como são percebidos pelo visitante.

Segundo o artista, a pesquisa busca compreender os fatores que levam ao esgotamento físico e emocional.

"Venho pesquisando formas de como as coisas ficam cansadas, principalmente o corpo. Que dispositivos fazem com que o corpo fique cansado? A questão da mulher na sociedade, a quantidade de tecnologia disponível e os impactos disso no sistema nervoso das pessoas são alguns dos temas que procuro compreender", explica.

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A espuma utilizada na instalação também desempenha um papel simbólico. Para Felipe Moreno, o material cria diferentes interpretações ao mesmo tempo em que acolhe e tensiona os objetos expostos.

Outro diferencial da exposição é a participação do público. Os visitantes podem emprestar objetos pessoais para integrar a instalação durante o período da mostra. Os itens permanecem em repouso até o encerramento da exposição, proposta que amplia a reflexão sobre a relação entre trabalho, uso contínuo e descanso.

"Se a gente colocasse o seu celular em repouso aqui, o que aconteceria? Esse espaço criado pela ausência do objeto é justamente o que me interessa", destaca o artista.

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