Criciúma é pioneira em SC na entrega de sensores de glicose para crianças e adolescentes com diabetes
Benefício é destinado aos pacientes que realizam acompanhamento multiprofissional regular nas Unidades Básicas de Saúde
Foto: Eduarda Salazar/Comunicação Prefeitura de Criciúma
Criciúma se tornou o primeiro município de Santa Catarina a disponibilizar sensores de glicose para crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 na rede de atenção básica. A partir de agora, os pacientes com idade de dois a 14 anos possuem acesso gratuito ao aparelho, que permite o controle da glicemia de forma prática, precisa e menos invasiva.
Inicialmente, serão disponibilizados 40 sensores. Desses, 28 já foram entregues aos pacientes. Até dezembro, a meta é ampliar o benefício para 70 crianças e adolescentes até 18 anos de idade. O investimento para a aquisição dos sensores será de aproximadamente R$ 700 mil ao ano, com recursos garantidos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Júlio Garcia.
{{PUBLICIDADE}}
O benefício é destinado aos pacientes que realizam acompanhamento multiprofissional regular nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A tecnologia reduz a dor, facilita o controle da doença e traz mais segurança para o paciente e para a sua família.

Sobre os sensores
O sensor, do modelo FreeStyle Libre, é aplicado na parte posterior do braço com um pequeno adesivo e uma microagulha. O dispositivo possui o tamanho de uma moeda de R$ 1 e pode ser usado por até 14 dias, eliminando a necessidade de múltiplas picadas diárias no dedo para medição da glicemia.
A leitura é feita por meio de um aplicativo de celular que mostra os dados em tempo real. Tanto o paciente, como os profissionais de saúde, pais e responsáveis têm acesso às informações, o que facilita as decisões sobre alimentação, uso de insulina e práticas diárias.
Benefícios diretos para o tratamento
O monitoramento contínuo da glicemia é fundamental para o tratamento do diabetes tipo 1, permitindo o controle adequado dos níveis de açúcar no sangue para a prevenção de complicações crônicas e episódios de hipo e hiperglicemia. Com um controle glicêmico estável, é possível retardar ou evitar problemas renais, cardiovasculares, neurológicos e oculares, consideradas complicações comuns em pacientes com diabetes tipo 1. Além disso, a tecnologia auxilia na melhor adesão ao tratamento, promove maior autonomia e contribui para o equilíbrio emocional dos pacientes e familiares.