Calor intenso e biquíni molhado: verão eleva risco de infecções ginecológicas e urinárias

Ginecologista explica que condições típicas do verão favorecem infecções como candidíase, vaginose e infecção urinária

Calor intenso e biquíni molhado: verão eleva risco de infecções ginecológicas e urinárias

Foto: Freepik

Com a chegada dos dias mais quentes, aumentam os casos de infecção urinária, candidíase e vaginose bacteriana. De acordo com a ginecologista Gabriela Crema, da Clínica Belvivere, o verão cria um conjunto de fatores que favorecem o desequilíbrio da flora vaginal e a proliferação de microrganismos.

As altas temperaturas, segundo ela, intensificam a transpiração e favorecem a desidratação, o que reduz a frequência urinária e aumenta o risco de infecção. “A urina ajuda a limpar naturalmente a uretra. Quando urinamos menos, essa proteção diminui”, explica Crema.

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Outro ponto crítico é o uso prolongado de roupas de banho molhadas e peças muito justas, que criam um ambiente quente e úmido na região genital. Esse cenário torna-se ideal para o crescimento de fungos, como o da candidíase, e para alterações da microbiota vaginal, que favorecem a vaginose.

Hábitos simples fazem diferença

Entre os cuidados indicados para prevenir essas situações, a ginecologista destaca a hidratação adequada como principal medida preventiva. “Urinar com regularidade diminui as chances de infecção urinária”, reforça.

Além disso, trocar o biquíni molhado sempre que possível, evitar roupas íntimas sintéticas, priorizar peças de algodão e não permanecer longos períodos com roupas apertadas ajudam a manter a região mais arejada.

Na higiene íntima, a recomendação da médica é manter uma rotina simples, limitada à parte externa da vulva, com água e sabonete íntimo de pH ácido. “Lavagens internas, desodorantes íntimos, sprays perfumados e produtos com álcool devem ser evitados. Eles alteram o pH e favorecem infecções”, avalia.

Ginecologista Gabriela Crema, da Clínica Belvivere

Sinais e sintomas de alerta

A ginecologista explica que alguns sintomas exigem atenção imediata e consulta médica: secreção com odor forte, mudança na coloração do corrimento, coceira intensa, sangramentos fora do esperado, dor durante a relação sexual e ardência ao urinar.

Ela reforça que, embora candidíase, vaginose e infecções urinárias tenham características distintas, algumas mulheres podem apresentar quadros sobrepostos, o que torna o diagnóstico profissional essencial.

“Além dos cuidados locais, a hidratação adequada contribui para reduzir infecções urinárias. Uma alimentação equilibrada auxilia na manutenção da microbiota vaginal saudável. Probióticos naturais, como iogurte e kefir, podem colaborar nesse equilíbrio, embora não substituam as medidas de prevenção”, conclui.

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